Concierge Guide
IMG Hotéis Turismo Feiras Compras CONSULADOS Informações
menu HOME menu
linha
menu CONTATO menu
linha
menu CADASTRE-SE menu
linha
menu
a2df5261be604f268f3c0e66c8b597fc.jpg
28403a448f67c9ef02a685a72e082709.jpg

Roteiro Gourmet

Rica em cálcio e ômega-3, sardinha ganha espaço nos cardápios

 

Peixe migratório que costumava nadar em grandes cardumes pelos mares da Sardenha – região de onde vem seu nome, aliás – a sardinha veio parar em águas brasileiras e, como muitos estrangeiros, ficou por aqui e formou uma família (no caso, a Sardinella brasiliensis). Brincadeiras à parte, a iguaria, de baixo custo, vem sendo usada cada vez mais como ingrediente nas cozinhas de vários restaurantes, perdendo a fama de prato vulgar e sem charme. “Esse conceito errado só existe no Brasil. Na Espanha e em Portugal, por exemplo, a sardinha é considerada nobre”, diz o chef Cesar Hasky, do Ten Kai.

E motivos não faltam para alçar a sardinha a um lugar de destaque na culinária. De acordo com nutricionistas, o peixe é rico em cálcio e ainda apresenta grandes quantidades de ômega-3, como acontece com o salmão. “Na hora de cozinhar, ela rende bastante, já que um quilo de sardinha alimenta mais gente do que a mesma quantidade de outro peixe. Além disso, é um ingrediente bem fácil de trabalhar”, garante Cesar.


Segundo Cesar Hasky, na culinária japonesa, a sardinha - chamada de iwashi – é muito bem utilizada. “Geralmente, ela leva uma marinada de vinagre por fora, ficando um pouco crua por dentro”, explica o chef. “Como sashimi, ela tem um corte bonito, diferenciado. Se for preparada grelhada, vai ao fogo inteira, sem limpar. Para acompanhar, gengibre ralado e cebolinha picada, com molho shoyu ou ponzo (shoyu, laranja, limão e sakê)”, completa ele.


O sabor das sardinhas é proporcional ao alto teor de gordura que apresentam. Versáteis, elas ainda podem chegar à mesa fritas, à escabeche, em conserva, como recheio de tortas ou em cima da pizza. “Esse peixe só não é encontrado no período em que a pesca é proibida”, conta Cesar. De acordo com o Ibama, são duas épocas de defeso no ano: entre os meses de junho e julho, para permitir que as sardinhas jovens cheguem à idade adulta, e na desova, que começa em 1 de novembro e vai até fevereiro. Em 2010, a pesca foi liberada no dia 15 de fevereiro.